O Brasil começa a entrar no mapa mundial dos negócios inovadores. Ainda estamos distantes de ambientes como os Estados Unidos e Israel, por exemplo, mas quando comparados aos demais países da América Latina e Caribe, levamos uma considerável vantagem.

O desenvolvimento de negócios inovadores no país se inicia ainda entre os anos 60 e 70 com a criação de Estatais. Em sua época, estas empresas foram muito inovadoras, seja por terem a capacidade de oferecer serviços em alta escala à população, seja devido aos seus esforços na geração de Pesquisa e Desenvolvimento para os seus produtos. Nos anos 80, os negócios inovadores foram representados pelas inúmeras empresas de Tecnologia da Informação que, com a reserva de mercado, se desenvolveram para atender as demandas dos bancos e das empresas presentes no Brasil na época.  Passados anos e gerações, o desenvolvimento desses negócios passou a ter sua maior representatividade com as startups. É claro que empresas como a Natura, Embraer, Weg, dentre outras, são muito representativas para a inovação no Brasil, porém o “movimento startup”, que nasceu de forma emergente entre empreendedores, tendo como base as plataformas digitais, cresceu com grande velocidade e em número de empresas, programas e iniciativas.

Atualmente, o cenário de negócios inovadores no Brasil, aponta alguns caminhos para o futuro que, quando bem construídos e pavimentados, podem nos levar ao destaque deste cenário. Destaco alguns destes elementos:

  • Crescimento dos programas e iniciativas de aceleração e inovação corporativa.  

As corporações enxergaram nas startups um caminho para serem mais competitivas e inovadoras. Esse movimento trará como consequência grandes empresas ainda mais inovadoras e competitivas no Brasil e também startups com maior tração de mercado.

  • Crescimento do volume de recursos para investimento em capital empreendedor.

O crescimento do número de fundos de investimentos e gestores de fundos está proporcionando o desenvolvimento mais acelerado das startups. Além disto, os gestores de fundo tem a capacidade de “sofisticar” a gestão destas empresas permitindo o melhor desempenho delas no mercado.

  • Intraempreendedorismo como elemento de desenvolvimento dos times  

Além de programas de inovação aberta, com o foco em atração de startups, as empresas começam a investir em programas de intraempreendedorismo, (conheça o programa Empreendedores Inova VLI, executado pela Troposlab) onde startups internas, criadas pelos colaboradores, desafiam o status quo da organização, gerando novos comportamentos na equipe e também oportunidades de negócios.

  • Desburocratização e abertura do mercado financeiro e de capitais.

Estes pontos vão permitir desde a maior interação das startups com os bancos e até mesmo a geração de novos mecanismos de crédito e financiamento. E no mercado de capitais a oportunidade é de que empresas com boa governança, mas com faturamento menor, possam chegar mais rápido à bolsa de valores.

  • Programas de formação de novos empreendedores

Este é um ponto fundamental para o Brasil se desenvolver como um ambiente para os negócios inovadores. Cada vez mais, instituições públicas e privadas têm direcionado esforços para a formação de empreendedores. Isto irá permitir um volume maior e também melhor de empreendedores no Brasil.

Todos os elementos descritos acima estão acontecendo de forma simultânea e a somatória destas iniciativas poderá acelerar ainda mais o cenário da inovação no país.

Projetar o futuro não é trivial, mas o trabalho que tem sido executado na área de inovação, seja pelos atores públicos ou privados, de fato podem nos levar para um novo patamar de oportunidades e desenvolvimento de negócios.

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