Recentemente, eu estava saindo do trabalho para ir para casa, e acessei meus aplicativos de carona (99, Uber ou Cabify). Tenho os três instalados no meu smartphone, então costumo pesquisar os preços dos três e escolher o mais barato. Naquele instante, o preço mais barato que encontrei foi de R$ 6,50 e pensei: “puxa, que caro!”. Um segundo depois, me dei conta de me tornei um consumidor mal-acostumado, de tão bem atendido, e tudo graça a duas coisas: competição e inovação.

Voltando um pouco no tempo, na semana anterior a 99 e a Uber tinham acabado de lançar uma nova funcionalidade em seus “apps”, a viagem compartilhada. Você paga menos, mas divide a viagem com até 2 pessoas desconhecidas. Ela fica um pouco mais longa por causa de desvios e talvez você tenha que andar até o ponto de encontro com o carro, ao invés de esperar de onde você pediu.

Amigos e conhecidos falam: “Você é louco Augusto! Compartilhar corridas com desconhecidos não é arriscado?”. Bem, me questionavam algo bem parecido nos primórdios da Uber, “Não é loucura pegar carona com um desconhecido?”, e aqui estou hoje, com muito mais gente compartilhando dessa minha loucura, uma vez que são mais de 15 milhões de viagens por dia no mundo inteiro. Lembrando desses tempos, o preço mínimo das viagens era R$ 7,00. O que mudou? Por que agora eu acho R$ 6,50 caro?

Competição e inovação: por que eu devo inovar?

Em busca da mesma oportunidade, outras empresas surgiram, 99 e Cabify. Para competirem, tiveram que oferecer propostas melhores ou mais baratas. A Cabify, por exemplo, se diferencia na qualidade de seus motoristas. A 99 e a própria Uber, recentemente, tentam se diferenciar pelo preço, por isso lançaram as corridas compartilhadas que mencionei no início deste artigo.

A forte competição entre elas levou a uma “guerra de descontos”, da qual muitos se beneficiaram (inclusive eu). Nas corridas compartilhadas, cheguei a pagar R$ 3,40 por uma, mais barato que a maioria dos ônibus em Belo Horizonte.

A competição entre as empresas gera nelas a necessidade de atender melhor seus clientes, e somos nós, os consumidores, os mais beneficiados.

Esse efeito não é exclusivo ao mercado de mobilidade urbana, mas pode ser aplicado a todos os mercados. Outro exemplo que gosto de ressaltar é como virei um consumidor mal-acostumado nos bancos também. Nubank e Banco Inter, por exemplo, dois bancos digitais que não cobram taxas e oferecem uma série de facilidades, me fizeram abandonar grandes e consagrados bancos com o Itaú, que já defendi muito uma época pela qualidade de seus serviços.

Já pensou em deixar seus clientes mal-acostumados?

Ok Augusto! Legal! Mas como eu consigo fazer o que essas empresas fizeram? Como crio um novo produto ou modelo de negócio com sucesso? Como deixar meus clientes mal-acostumados e ser competitivo?

Ajudar você a fazer isso é um dos objetivos da Tropos Lab. Somos uma aceleradora de inovação através de startups, fora ou dentro das grandes empresas. Já executamos mais de 35 programas e ajudamos empresas como Mercedes-Benz, EDP, B3, entre outras a realizarem a inovação com metodologias como Customer Development, Design Thinking e Lean Startup.

Se você é parte de uma grande empresa e quer inovar, nós podemos ajudar, entre em contato.
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