O dia a dia dos negócios é sufocante. De repente, tudo acontece! E ao mesmo tempo, nada muda! Tudo continua igual, os problemas se repetem, as pessoas se assemelham em ansiedades e conflitos, as empresas são quase seriais em termos de entregas, haja vistas as tantas regulamentações e padrões de qualidade.

Mas então, por que algumas tem tanto sucesso e outras não?

Na inquietação de encontrar resposta para esta pergunta, comecei a buscar referências de sucesso em diferentes áreas para tentar encontrar rastros. Nas artes, nos esportes, nos negócios e até nas rodas sociais, o que tem sucesso é aquele que gera encantamento. Encantar alguém está relacionado com a capacidade de gerar no outro uma admiração profunda por você sem que ele saiba o real motivo, é proporcionar um estado de êxtase.

Por que Pelé, Ayrton Senna, Gisele Bündchen, Maria Bethânia e Lima Duarte são referências de sucesso nos diferentes ambientes que circulam? Acredito que seja porque conseguem ser preferidos (cada um em uma área) por indicadores subjetivos. Sucesso é fazer com que a pessoa decida por você e pela sua empresa não por fatores objetivos – aqueles tais “padrões de qualidade” – mas pelos elementos impalpáveis e inexplicáveis das relações humanas. O que não significa que você não cumprirá um processo que passe por números, metas e desafios.

É exatamente nesse ponto que Bohemian Rhapsody me gerou reflexões e aprendizados que decidi compartilhar com vocês enquanto ele ainda está em cartaz em todo o Brasil, sugerindo fortemente que o assistam – ou reassistam – sob outros olhares.

Com o filme, conhecendo a história da banda Queen, procurei beber da água da arte para pensar sobre negócios e sobre como os executamos. Independente das críticas sobre o filme em si que cada um possa fazer, ao assisti-lo aprendi que:

1 – A oportunidade existe igualmente para todos.

O que muda é a forma como cada um a trata. A banda e as oportunidades que não serviam para um vocalista se encaixou perfeitamente ao outro. Ou seja, em condições iguais de mercado, o que faz a diferença é sua capacidade de agir sobre ele, sua capacidade de ir de “Smile” a “Queen” num estalar de dedos.

2 – Conhecimento.

Sobre si e sobre mercado, é um importante instrumento de conquista porque dele derivam nossas estratégias de diferenciação. Entender suas habilidades e competências e conseguir compará-las com seus concorrentes faz com que você se dedique a neutralizar seus pontos fracos e a se tornar ainda mais forte naquilo que você é bom. E assim você se torna ótimo!

3 – Treinar, treinar, treinar: essa é a receita.

Não tem segredo!!! Se preparar para cada situação, antecipando imprevistos, se atentando à detalhes e criando novas possibilidades para fazer ainda melhor impacta na percepção do cliente sobre o negócio e na sua taxa de satisfação. Galileo!!!

4 – É preciso se arriscar, mas com segurança.

Nada fácil, né?! No entanto quando você se conhece e conhece o mercado, se prepara para atuar nele em diferentes aspectos e desbrava as oportunidades de forma consciente, os riscos são amortecidos e a chance do sucesso aumenta. Então compreendi que se arriscar talvez seja seu passo mais seguro, que te faz capaz de trazer ópera para um disco de rock e ser ovacionado por isso.

5 – Sucesso é caminho, não é fim.

Porque se sucesso é gerar encantamento e se a cada momento precisamos encantar os outros, então sucesso é a caminhada, processo, meio e não fim. A cada momento, em cada encontro, precisamos buscar o sucesso, mas ele não nos deve ser sinal de dever cumprido e sim de que está na hora de encontrar novo combustível para fazer o “carro andar”.

6 – Relacionamento gera encantamento.

E se relacionar é se conectar ao seu cliente muito além de entender seus anseios, mas de senti-los e agir a partir deles. Daí então você se coloca no estado da arte, no topo das preferências humanas, sai do nível das comparações e se torna a referência. Queen no Live Aid é uma representação clássica em como estar num outro patamar.

Sucesso é estar num outro patamar. Negócios de sucesso são os que encantam, como a arte que, para mim, é a melhor fonte encantamento.

Então se negócios e arte encantam, logo, negócio é arte! E isso aprendi com Bohemian Rhapsody!

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