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O espaço com os melhores conteúdos sobre inovação e empreendedorismo da América Latina. Nosso blog traz semanalmente textos exclusivos, escritos por nossos especialistas, que ajudarão você a se desenvolver e conseguir resultados reais com seu negócio.

Processo de construção do MVP

MVP: o que é, estágios e vantagens de uso.

O que é MVP

Primeiramente vamos entender o conceito de MVP para que possamos visualizar a sua aplicabilidade nas empresas, sejam elas de qualquer porte ou segmento.

Para que uma empresa que deseja lançar um novo produto no mercado obtenha êxito na sua performance, é indispensável que desenvolva um estudo de mercado seguido de um planejamento estratégico. A análise mercadológica, assim como a projeção de estratégias de como competir e atuar, são ferramentas potenciais para auxiliar na minimização dos riscos de abertura de um novo negócio.

A aplicação do conjunto de conceitos relacionados às metodologias Lean Startup (Startup Enxuta, na tradução para o português) também busca atingir os mesmos objetivos – minimizar riscos -, porém gerando ciclos de aprendizado mais ágeis, que visam alcançar qualidade, de forma rápida e barata, alinhando-se diretamente com o dinamismo ao qual o negócio está inserido.

O MVP – Mínimo Produto Viável é uma metodologia de negócios que permite a realização de testes em protótipos de produtos antes de seu lançamento. Essa etapa de testes possibilita uma visualização mais completa das reações de mercado para o produto ou serviço a ser ofertado.

Processo de construção do MVP

Eric Ries em seu livro The Lean Startup (2011), define um MVP como uma versão de um novo produto, que permite que times coletem a maior quantidade de aprendizado validado sobre seus consumidores, empregando o mínimo esforço. Ou seja, um MVP é um produto simples, visando adquirir mais conhecimento do consumidor acerca de quais necessidades precisam ser atendidas. Um bom MVP é aquele que dará possibilidade aos desenvolvedores de refinar sua ideia de produto inicial, permitindo que os mesmos desenvolvam um produto final melhor.

Toda atividade que não contribui para se aprender a respeito dos clientes é desperdício.

Eric Ries

Os estágios do MVP

Os 6 estágios do MVP

Tudo começa com uma ideia ou uma necessidade de mercado. A partir de muita pesquisa, identifica-se que as pessoas têm um problema que pode ser resolvido – ou seja, um produto será construído com base em uma hipótese de como solucionar o problema.

É dessa hipótese que nasce o produto em sua versão MVP: ela só vai ser validada quando os clientes começarem a usar e mostrar seu comportamento. A partir daí, podem acontecer diversos cenários diferentes: 

  • As pessoas gostam do produto e usam do jeito como ele foi pensado;
  • As pessoas até se interessam, mas têm dificuldade de usar;
  • As pessoas não gostam do produto e não usam;
  • As pessoas usam um pouco, mas reclamam que poderia ser melhor se tivesse uma funcionalidade tal.

Tudo isso gera um aprendizado para a próxima versão, que será mais otimizada que a anterior, porque já conta com dados de comportamento dos clientes.

Vantagens na utilização da metodologia MVP 

A utilização do MVP possibilita que a empresa entenda se uma ideia de novo produto/serviço e/ou adaptação é realmente viável e lucrativa antes de efetivamente investir recursos financeiros nessa empreitada.

Ao obter uma resposta positiva das análises de um MVP, a empresa também consegue notar quais são as lacunas enfrentadas, possibilitando o aperfeiçoamento prévio e garantindo maior aceitação e margens de lucro maiores, uma vez que o produto já chega ao mercado em uma versão otimizada.

o que é e o que não é MVP

É importante lembrar que o MVP precisa ter, no mínimo, todas as funções que o produto final terá, para que as análises sejam confiáveis. Na foto acima, temos duas versões de MVP para atender a necessidade de locomoção do cliente, na parte verde  é desenvolvido um produto inicial para validação com as mínimas funcionalidades, e na parte vermelha   o MVP não tem as mínimas funcionalidades para a necessidade – locomoção- Portanto é importante atentar-se que o MVP não é um produto inacabado e/ou sem as funcionalidades básicas para a resolução do problema/ necessidade.  Exemplo simples e didático de MVP

MVP em grandes empresas

Amazon

A Amazon começou como uma livraria que tentava apresentar uma solução mais prática para clientes. Antes, o mercado era dominado por livrarias físicas, como Barnes and Nobles. Para testar, a Amazon criou um site com design bem simplificado e vendia apenas livros a preços baixos. Logo, cresceu e hoje é conhecida como “A Loja de Tudo”. 

Groupon

Antes do sucesso do site de ofertas, o Groupon era um blog e todos os cupons eram enviados por e-mail, através de um PDF.

A primeira versão foi primordial para a empresa testar o modelo de negócio, sem grandes investimentos, e ir alavancando de acordo com o desempenho que apresentava.

Dropbox

O Dropbox, como vemos hoje, passou por várias modificações desde que foi idealizado. A função do MVP do Dropbox, entretanto, era validar se existia interesse das pessoas na ferramenta e se seu método de funcionamento seria aceito pelos usuários.

Para isso, o próprio fundador fez um vídeo apresentando o Dropbox para uma comunidade de influenciadores.

Uber

O Uber revolucionou o modo de se locomover, mas antes foi preciso testar o modelo do negócio e sua plataforma. O app começou a ser testado apenas em algumas cidades metropolitanas e com carros de luxo para aprimorar sua metodologia.

Twitter

A ideia para o Twitter surgiu em uma hackathon, produzida pela plataforma de podcasts Odeo, que até então estava perdendo clientes para o recém-lançado iTunes. Durante a hackathon, surgiu a ideia de criar um mensageiro interno por SMS para que funcionários conversassem entre si – o que veio a ser o MVP.

No entanto, constatou-se que os usuários tinham de gastar muito dinheiro para postar. Foi aí que os executivos viram que isso poderia tornar-se o próximo projeto da empresa e criaram o inicialmente chamado “twittr”. Depois de alguns testes, o Twitter foi lançado, em 15 de julho de 2006. 

Spotify

O Spotify é outra prova de que o MVP não precisa conter todas as funcionalidades que você sonha em colocar em seu produto. Basta que ele exemplifique a solução e seja possível utilizá-lo a fim de testar e compreender melhor. Uma vez que a audiência aceite, você inicia o processo de implementar outras funções, que vão fazer o produto ser ainda mais desejado.

O MVP do Spotify tinha a principal solução, que é protagonista até hoje: streaming de música. Em um app para desktop, a empresa colocou exatamente isso e rodou testes para saber se daria certo

Não deixe de fazer seu MVP!

Qual seria o MVP do seu projeto? Inspire-se nas ideias que listamos aqui e mantenha-o simples, mas com sua funcionalidade principal, que é fundamental para os testes,mostre para uma parcela de seu público que poderá dizer se a solução é realmente viável.


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Sobre o Autor: Natacha Conde | Agente de Aceleração

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