Empreender não é algo para qualquer um. 

* Se você quer ganhar muito dinheiro, provavelmente terá um caminho mais garantido se tornando um executivo de uma empresa já estabelecida.

* Se não quer ter um chefe, vai descobrir que o chefe mais exigente é o cliente.

* Se quer fazer as coisas do seu jeito, vai descobrir que o mercado não deixa muito espaço para isso.

Ainda assim, muitos de nós escolhemos esse caminho – me refiro àqueles que escolheram empreender e não foram “obrigados” por alguma necessidade financeira de momento. Nesse caso, começamos a empreender porque temos um sonho.

Seu sonho pode ser resolver algum problema, atender algum mercado, construir algo ou mesmo criar um ambiente diferente para as pessoas trabalharem. Mas para que esse sonho se torne realidade você precisa planejá-lo e colocá-lo em prática.

Há cerca de 10 anos eu conheci a metodologia do Dragon Dreaming, que cria um processo de sonhar, planejar, executar e celebrar. Como um ciclo virtuoso que faz as organizações e principalmente, as pessoas, se motivarem para construir algo cada vez maior.

Diagrama da metodologia Dragon Dreaming

Ao longo dos anos esbarrei menos com essa metodologia, talvez porque ela surgiu antes da popularização das metodologias ágeis, que colocam o cliente no centro desde o início do processo. Talvez com o olhar de hoje, as etapas de planejar e executar se misturem e aconteçam de forma simultânea para melhor resolver o problema do cliente e trazer ele para a construção.

Ainda assim, revisando a metodologia me deparei com dois campos fundamentais que muitas vezes estão sendo esquecidos pelos empreendedores: sonhar e celebrar.

O sonhar tem a ver com o propósito inicial de cada negócio, a grande motivação por trás de cada empreendedor, mas também com inspirar pessoas a seguirem esse sonho com você e a renovar esse sonho a cada etapa alcançada.

Vejo em muitos negócios esse sonho, esse propósito inicial, que vai se perdendo à medida em que a empresa fica boa no planejar e executar. As startups de mais sucesso, por exemplo, são aquelas que além de bons resultados, cuidam muito bem da sua cultura, ou seja, dos sonhos que motivam a todos a se dedicarem àquela empresa.

O segundo ponto – celebrar – é ainda mais difícil de ser observado no dia a dia. Em áreas mais numéricas como a área de vendas ou quando a startup avança na trilha de investimento, esses momentos de celebração são mais comuns. Mas, muitas vezes, param aí.

Como você celebra suas conquistas de marketing, financeiro, desenvolvimento de produto ou recursos humanos?

O “celebrar” está intimamente ligado com o começar o ciclo novamente. Um novo sonho para um novo ciclo. As empresas até fazem o ciclo de planejar e executar com alguma periodicidade: cada ano têm o seu planejamento, cada produto. Mas cada ano começa também com um sonho? E será que terminam com a celebração quando esse sonho é alcançado? Não que precise ser o período de um ano, mas também não precisa ser aquele sonho de 10 anos, porque senão serão poucos os momentos de comemoração.

Quais são os sonhos que o seu time está perseguindo hoje? Qual foi o último que vocês alcançaram e como ele foi celebrado? 


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Por |2021-08-18T11:02:21-03:0018/08/2021|empreendedorismo|

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Atuo no mundo da inovação desde 2008. Já atuei em incubadora, consultoria e aceleradora, acelerando mais de 900 startups. Sou formado em Ciências Biológicas e Especialista em Gestão, e por isso gosto de misturar mundos diferentes para trazer mais inovação para o meu dia-a-dia. Coordeno os programas da Troposlab e crio novas metodologias de aceleração, atuando diretamente com mais de 50 grandes empresas. Além disso, tenho um lado nerd (ficção científica, heróis, histórias de aventura, etc).
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