Business Model Canvas: a ferramenta essencial para projetos de inovação

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Há ferramentas que são essenciais para empresas que desejam inovar?

Ouso dizer que sim! Existem algumas ferramentas que se destacam e a partir dela que surgem muitas outras. O Business Model Canvas é uma delas, é um recurso quase obrigatório em projetos de inovação e não digo isso à toa, essa é a ferramenta mais usada quando se trata de modelagem de negócios e é a mais famosa em todo o mundo.

E a partir do Business Model Canvas surgiram muitas outras que visam atender às especificidades de cada processo de inovações de forma mais prática e assertiva. Em projetos de intraempreendedorismo, o Business Model Canvas, por exemplo, é substituído pelo Canvas do Projeto, a ferramenta mais usada aqui pelo time da Troposlab. Mas, antes da gente falar propriamente do Business Model Canvas e de como preenchê-lo de forma correta, precisamos entender o impacto que o Alexander Osterwalder, criador da ferramenta, teve ao desenvolver um modelo de negócio em uma linguagem visual, o que até então era impensável até meados de 2004. 

Osterwalder, durante o seu doutorado na Universidade de Lausanne, na Suíça, desenvolveu a ferramenta que anos depois se chamaria Business Model Canvas, ou como chamamos aqui no Brasil, Canvas Modelo de Negócio. Vale destacar que todo esse processo contou com a ajuda do seu professor e orientador Yves Pigneur. Quando Osterwalder desenvolvia a sua tese ele sabia que a sua proposta era interessante, afinal, o seu objetivo era transformar um modelo de negócio em uma linguagem visual, até então os modelos de negócio eram escritos em longas páginas se tornando um documento formal e muitas vezes chato. 

Logo após o fim do seu doutorado ele publicou parte do seu estudo na internet sem muitas expectativas, a partir daí os seus estudos despertaram grande interesse, empresas começaram a procurá-lo para palestras e cursos sobre a ferramenta que ele havia desenvolvido. Após alguns anos de prática, isso já em 2006, Osterwalder percebeu que era necessário criar um material de apoio para os seus cursos e palestras e também algo que o ajudasse a difundir a sua ideia, foi aí que nasceu quatro anos depois o livro Business Model Generation. 

Só que nessa etapa de criação, Osterwalder e Pigner não apenas seguiram com o estudo da tese, mas resolveram iniciar o projeto do zero e em cocriação com outros 470 pesquisadores de 47 países, sendo assim, o livro se tornou uma “bíblia” dos caminhos para inovação em modelos de negócio. 

O livro Business Model Generation foi lançado em 2010 e apresenta a ferramenta Business Model Canvas, um quadrante composto por 9 blocos e essa escolha não foi por acaso, os autores entendem que no século XXI os modelos de negócios precisam simplificar a complexidade, por isso, elementos visuais e práticos são essenciais. 

O objetivo do Business Model Canvas é ser o mais simples possível, o que é bem diferente de ser pobre em informações, a ideia é que ele possa ser preenchido com informações relevantes e que a partir da linguagem visual seja possível compreender os principais pontos do processo, produto ou serviço ali a ser desenvolvido. 

Vamos a parte prática do Business Model Canvas? 

Indicamos que ao preencher o Canvas você inicie pela Proposta de Valor e siga para os demais blocos conforme apresentamos abaixo. 

1)Proposta de Valor

Você resolve um problema ou satisfaz uma necessidade do seu cliente? Ao preencher o bloco da proposta de valor é necessário ir além de solucionar os problemas, você deve refletir sobre quais ganhos ou até mesmo emoções você estará ofertando para os seu usuário, ou seja, quais são os benefícios que você dará para o seu cliente. 

2) Segmentos de clientes

Quem são os seus clientes? Você pode ter pensado em responder: “Todas as pessoas que desejarem comprar o meu produto” se não pensou ao menos já ouviu alguém responder a essa pergunta dessa forma. O raciocínio pode até estar certo, mas para você atender e melhor satisfazer a necessidade dos seus clientes é preciso agrupá-los em segmentos distintos, uma boa dica para fazer isso é pensar em comportamentos e necessidades que são comuns a eles. 

3) Canais

Após definir o segmento de cliente é importante refletir como você vai fazer com que o seu cliente descubra a sua solução. Os canais são os pontos de contato da sua empresa com o cliente e envolve desde a comunicação para o usuário tomar conhecimento do produto até o suporte a ele no pós-venda. 

4) Relacionamento 

É preciso que você pense quais são os laços que você quer criar com o seu cliente. A sua solução necessita de um atendimento mais intimista ou pode ser automatizado? A partir daí, pense como você irá conquistar o seu cliente, retê-lo e ampliar as possibilidades de vendas de produtos ou serviços. 

5) Fontes de Receita

Toda empresa para sobreviver precisa vender! Nesse bloco você deve se perguntar: o quanto o meu segmento de cliente está disposto a pagar e pelo o que ele vai pagar? Vale também pensar em diferentes modelos de receita que você pode ter com a sua solução, tais como: assinatura, leilão, venda em atacado/varejo, entre outros.

6) Recursos Principais 

Os Recursos Principais são os próprios recursos humanos, de infraestrutura, operacionais e financeiros que você precisa para que a sua proposta de valor alcance o mercado e obtenha receita. 

7) Atividades Chaves

O que é essencial para o seu negócio funcionar e ter sucesso? As Atividades Chaves tem o objetivo de mostrar ações que são imprescindíveis para que você execute a sua proposta de valor e crie ganhos para o cliente. 

8) Parceria Principais

Ninguém faz nada sozinho se tratando de modelo de negócio, quem serão seus parceiros nessa jornada? Com quem você poderá contar? Com quem você poderá fazer alianças e parcerias? Ao responder essas perguntas você saberá quem são os seus parceiros chaves para execução da sua solução. 

9) Estrutura de Custo

Toda operação tem um custo que vai desde criar e oferecer valor para o cliente até criar e manter um relacionamento com ele. Calcular esses custos é de extrema importância para avaliar a viabilidade do projeto como também para planejar como o recurso financeiro será aplicado. Não é à toa que a estruturação do custo é a última etapa a ser preenchida no Business Model Canvas, ao preencher os blocos de Recursos Principais, Atividades Chaves e Parcerias Importantes você terá mais segurança para estruturar os custos, não é mesmo?

Agora que você já sabe o que preencher em cada um dos nove blocos, é só colocar em prática e para facilitar esse processo você consegue baixar aqui a ferramenta e praticá-la. 

Boa sorte!


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Por |2022-12-21T10:03:00-03:0021/12/2022|ferramentas de inovação|

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Sobre o Autor:

Eu sou a Juliana, tenho 30 anos, sou formada em jornalismo e mestre em Comunicação! Há uns 3 anos, quando era Agente de Inovação no Sebrae descobri que eu era apaixonada por negócios e inovação. No último ano, me dediquei a entender mais sobre metodologias ágeis, comunicação corporativa e experiência do cliente. Nas horas livres, eu adoro tomar uma cervejinha, sair com os meus amigos e devido a idade - é gente, chega para todo mundo - estou buscando um estilo de vida mais saudável!
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