Sabemos que o conceito de Wellness nasce intimamente vinculado à saúde, mas não do ponto de vista médico e como setor econômico. Nesse caminho, muito ainda precisa ser trilhado. As health techs e todo tipo de inovação no ambiente médico têm sido cada vez mais discutidos, por isso, escolhemos no CareTech Movement trazer um olhar para fora do setor da saúde, mas promotor dela. Hoje queremos trazer a reflexão da interface entre essas duas abordagens e como esses setores podem ter uma zona cada vez maior de interseção. O 5o E-saúde foi uma das iniciativas que nos instigou a pesquisar mais e explorar algumas tendências de inovação na saúde que tracionam as abordagens CareTech.

Saúde Baseada em Valor

O International consortium for health outcomes measurement (ICHOMI) é uma organização de profissionais de diferentes áreas da saúde dedicada a medir o resultado de tratamentos com foco no paciente e sua percepção de resultado sobre a própria saúde. Isso implica criar parâmetros de tratamento e resultado que tenham significado baseados na percepção do paciente do valor gerado no tratamento e não só indicadores técnicos. 

São dezenas de padrões que estão sendo propostos. Vamos aproveitar o mês de outubro para tomar como exemplo o de câncer de mama, onde os resultados são avaliados em 3 espectros: sobrevivência e controle da doença, dificuldade do cuidado e nível de saúde – sendo o último deles com maior quantidade de resultados avaliados, incluindo a fadiga, imagem corporal e disfunção sexual. Toda a experiência do paciente conta nesse processo.

Medir esses diferentes aspectos frente às diversas abordagens de tratamentos, estabelecer novos protocolos e manejo da experiência do paciente pode possibilitar um novo modelo de gestão: a “Saúde Baseada em Valor”, que implica a possibilidade de rearranjo do ambiente de tratamento aos métodos de cobrança.

Sabemos que práticas de bem-estar possuem um importante resultado na saúde,  por isso, a mudança pode favorecer a entrada dessas práticas e até gerar um diferencial para quem as implementa de forma sistemática, medindo os resultados e compondo esses indicadores almejados. Ou seja, medir os resultados de saúde de pacientes a partir de práticas de cuidado sistemáticas (seja através de um aplicativo de acompanhamento psicológico, de engajamento com esporte, de gestão de medicamentos, produtos de geração e estimulação sensorial, experiências de imersão), pode levar esses cuidados para o ambiente médico, transformando-o e sendo potencializado por ele.

Dados do Mundo Real

Outra tendência de inovação na saúde é a utilização de dados do mundo real como uma base diferencial importante para geração de conhecimento. Os dados do mundo real, monitorados através de tantos gadgets que já utilizamos e ainda vamos utilizar, são capazes de gerar insights em toda a cadeia de saúde e cuidados, fortalecendo as práticas de maior impacto e estabelecendo novos padrões.

Um dos desafios da saúde é sair do ambiente de tratamento e gerar mais conhecimento sobre a medicina preventiva e primária. Esse também é um ponto de convergência de setores, mostrando que um rearranjo a partir da tecnologia e mudanças de abordagem profissional está por vir.

As iniciativas CareTechs voltadas para hábitos saudáveis e prevenção de doenças são um rico ambiente para geração desses dados e conhecimentos. Uma das iniciativas que mapeamos e tem atuado nessas tendências é a Viva Bem, uma plataforma que, com diferentes funcionalidades, possibilita uma maior integração dos cuidados na cadeia de saúde através da jornada do paciente e seus pontos de contato nesse ambiente médico ou não.

Outro exemplo é a Synappse Assist, uma startup de psico educação e saúde mental capaz de gerar dados do mundo real sobre o estado psiquico de pessoas em diferentes condições de saúde.

A Gogood por sua vez, atua na prevenção através do ambiente corporativo, mas monitorando a qualidade dos cuidados com a saúde do funcionário, integrando programas corporativos a plataformas de geração de dados como RunKeeper, GoogleFit, Strava, Wearables, Apple HealthKit e outros.

Como o seu negócio impacta a saúde? Como você pode medir isso? Essas perguntas podem te colocar na direção de uma cadeia integrada e rearranjada de cuidados sistêmicos com a vida. 

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