O que são ICTs e como eles podem ajudar o seu negócio

Hoje falaremos sobre as Instituições Científicas e de Inovação Tecnológica (ICT). Isso pois são importantes atores de nosso ecossistema de inovação.

O que são as ICTs

As Instituições Científicas e de Inovação Tecnológica são entidades públicas ou privadas sem fins lucrativos que têm como missão institucional executar atividades de pesquisa básica ou aplicada de caráter científico ou tecnológico. Isso com o objetivo de formar talentos e o fomentar a inovação.

Nesse sentido, as ICTs desenvolvem um papel fundamental de pesquisa. E, no Brasil, temos uma série de instrumentos jurídicos para que essas instituições e o setor produtivo cooperem na condução da inovação. Em síntese, cabe ressaltar os dois instrumentos principais: a Lei da Inovação, sancionada em 2004, e o Marco Legal de Ciência, Tecnologia e Inovação (Lei nº 13.243/2016), que desburocratiza esse ambiente tradicionalmente considerado engessado.

Em resumo, a Lei da Inovação objetiva incentivar a conexão entre universidades, centros de pesquisa e empresas. Para isso, são estabelecidos mecanismos que incentivam a cooperação para a produção científica, tecnológica e de inovação.

 A lei se baseia em três pontos:

  • construir um ambiente de parceria entre empresas e ICTs;
  • estimular a inovação, por parte das ICTs;
  • estimular a inovação, por parte das empresas privadas.

No mapa abaixo, é possível visualizar a quantidade de Instituições Científicas e de Inovação Tecnológica em todas as regiões do Brasil. Em síntese, elas são parcerias-chave para a pesquisa e o desenvolvimento de todos os setores econômicos. Até o momento, são 305 ICTIs mapeadas. 

Fonte: FORMICT/MCTIC

Como as ICTs podem ajudar sua empresa

Inicialmente, as empresas encontram dificuldades quando desejam inovar. Especialmente aquelas instituições que ainda não têm processos de inovação bem delimitados. No entanto, neste capítulo, explicamos como as ICTs ajudam empresas.

Primeiro passo

Uma empresa que deseja inovar, de qualquer porte ou segmento, precisa ter clareza sobre a estratégia de negócio e as necessidades de desenvolvimento que irão sustentá-la ao longo do tempo. Isso inclui capacitação para novas competências e geração ou aquisição de novos conhecimentos e tecnologias. 

Certamente, essa autoanálise norteará os esforços na busca das competências necessárias à execução da estratégia.

Nesse sentido, as necessidades das organizações se desdobram em demandas. Eventualmente, essas demandas norteiam a tomada de  decisão: o que é viável para ser desenvolvido internamente, adquirido do mercado ou desenvolvido em colaboração com uma ICT – universidade ou instituto de pesquisa público ou privado?

Formas de interação

Feita a avaliação de necessidades, partimos para as formas de interação com as ICTs. Nesse sentido, há vários  tipos de interações, algumas delas diretamente associadas às necessidades e estratégias  da empresa. Em contrapartida, outras se apoiam nas demandas de capacitação do time, prestação de serviços ou oportunidades de construção de imagem. Isso por meio de apoios e patrocínios. Confira os exemplos abaixo.

Atividades ligadas a P&D – Centros, programas ou projetos de P&D.
– Geração potencial de patente (cotitularidade) ou know-how (solução).
– Licenciamento de tecnologia.
– Patente com ou sem desenvolvimento complementar.
– Know-how (fornecimento de tecnologia) com desenvolvimento complementar.
Serviços – Prestação de serviços especializados (ensaios, testes, validação).
– Consultoria (caracterização, diagnóstico, etc.)
Capacitação – Cursos e treinamentos.
– Iniciação científica.
– Mestrado.
– Doutorado.
– Pós-Doc.
Apoios a eventos, programas e
infraestrutura
– Patrocínios a eventos.
– Workshops.
– Projetos culturais (Lei Rouanet) e do esporte (Lei de Incentivo ao Esporte).
– Doação de recursos para infraestrutura na ICT (construção de laboratórios,
equipamentos, etc.)

Exemplos de diferentes tipos de interação entre empresas e ICTs. Fonte: Comitê Anpei “Promovendo a Interação ICT-Empresa”

Como acessar as ICTs?

Uma vez decididos a necessidade e os objetivos da parceria com as universidades e institutos de pesquisa públicos ou privados, o próximo passo é identificar os possíveis parceiros.

Decerto, a busca poderá ser realizada de diferentes maneiras: pesquisas em bases de produção técnico-científica, grupos de pesquisa na internet, portais de informação das agências de governo ou das ICTs ou até mesmo nas redes de relacionamento profissional.

A princípio, bons caminhos para essa primeira interação são os Núcleos de Inovação Tecnológica (NITs). Isso porque 72% das ICTs têm um NIT. A saber, esses núcleos gerenciam a política de inovação e promovem e acompanham o relacionamento da ICT com empresas. Ou seja, você, pessoa empresária, se conectará com as ICTs por meio desse “ator”.

Relacionamento com a sociedade

Além disso, o relacionamento com a sociedade ocorre por meio de atividades tais como eventos, capacitações, apoios ao empreendedorismo, atendimentos à comunidade e outros.

Ademais, cabe destacar que cada ICT e NIT tem uma dinâmica própria de atuação no ecossistema. E essa atuação está em constante adaptação e transformação. Identifique a ICT mais próxima para que possa acessar as atividades e interagir!

Em conclusão, a seguir está o link para acesso às versões de relatório das ICTs no Brasil e, também, a indicação de duas ICTs de referência para o nosso ecossistema. 

UNESP: conheça a Agência Unesp de Inovação (AUIN). O órgão foi criado em 2007 como Núcleo de Inovação Tecnológica para estimular e suportar docentes, alunos e funcionários em relação a projetos e contratos de parceria com os setores empresariais.

USP: conheça a Agência USP de Inovação (AUSPIN), NIT, responsável por gerir a política de inovação e promover o conhecimento científico, tecnológico e cultural produzido na universidade. Isso para o desenvolvimento socioeconômico sustentável do estado de São Paulo e do país.

Por |2024-03-12T17:43:16-03:0001/06/2022|ecossistema de inovação|

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Me graduei em Administração e atualmente estou fazendo um MBA em Marketing e Negócios digitais. Tenho experiência no desenvolvimento de projetos de inovação em pequenas empresas, ambientes tradicionais, utilizando metodologias ágeis. Sou facilitadora de conhecimento nas áreas de empreendedorismo e modelagem de negócios e mentora voluntária em alguns projetos sociais. Sou uma pessoa que admira a diversidade de cultura e gosto de conhecer lugares e pessoas. Adoro passar os finais de tarde com meus bichinhos de estimação: meu jabuti, Donatello; meu dog, Pelúcia; e meu gato David Bowie.
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