O ano era 2016, a Via Varejo era uma gigante no mercado brasileiro, com um valor de mercado de R$ 2,8 bilhões – quatro vezes mais que os R$ 731 milhões do Magazine Luiza.

Três anos depois, a mudança é drástica. Enquanto a Via Varejo tem um valor de R$ 6 bilhões, a dona da Magalu tem 8 vezes mais, alcançando mais de R$ 49,84 bilhões

As imagens demonstram como o investimento em inovação no varejo fizeram a diferença entre Magazine Luiza e seu concorrente saltarem em apenas 2 anos. As imagens demonstram como o investimento em inovação no varejo fizeram a diferença entre Magazine Luiza e seu concorrente saltarem em apenas 2 anos.

O Magazine Luiza se tornou um dos maiores exemplos de como a inovação no varejo possibilita um grande aumento de market share e melhora nos resultados. 

Quando discutimos sobre este tema algumas dúvidas são recorrentes : Ainda há espaço para crescer? Quais são as tendências e tecnologias que guiarão a inovação do varejo nos próximos anos ?

Quando analisamos o mercado de varejo, vemos uma grande oportunidade de crescimento, principalmente no e-commerce. De acordo com a Ebit, empresa que mede a reputação das lojas virtuais, há uma previsão de faturamento de R$ 61,2 bilhões em 2019. Comparado com 2018, haverá um aumento de 15%, demonstrando a franca expansão do varejo digital. Assim, uma grande oportunidade de captura de valor está disponível para a cadeia e os seus fornecedores.

1 – Omnichannel e personalização da experiência do cliente

Quando analisamos empresas como NetShoes, Smart fit e Starbucks encontramos um ponto em comum: a capacidade de planejar e executar práticas inovadoras no relacionamento com o cliente.

Estas empresas compreenderam que o consumidor atual é omnichannel. Os clientes podem estar no Facebook, no aplicativo da empresa, no Twitter, no e-commerce, na loja física ou qualquer outro ambiente que eles desejarem. Assim, a integração e compartilhamento de informações entre estes canais de vendas se torna necessário para oferecer uma experiência de compra simples e prazerosa para o cliente.

Com estas várias possíveis frentes de contato com o consumidor há uma grande oportunidade de coleta de dados. Através dos dados comportamentais em cada plataforma, é possível transformá-los em em ações conjuntas nas mídias. Além disso, é possível desenvolver campanhas personalizadas e dinâmicas através de plataformas de gerenciamentos de dados dos clientes, gerando engajamento e conversão. De acordo com a Deloitte, das empresas que utilizam 5 ou mais canais de vendas, 71% tiveram aumento de receita. Já entre as empresas que utilizam dois ou menos somente 39% tiveram aumento nas vendas. Este é um dos pontos de inovação no varejo com maior potencial de alavancagem de receita.

2 – Estratégias para a redução de custos de entrega 

Em um país de dimensões continentais como o Brasil, a disponibilidade e a entrega ágil dos produtos é uma questão complexa. Para a redução do custo logístico, as empresas utilizam diversas estratégias. Como exemplo, temos o Magazine Luiza que utiliza seus pontos de vendas como pequenos centros de distribuição, reduzindo o tempo de entrega dos produtos. 

Olhando as inovações no varejo fora do nosso país, temos o exemplo da Amazon que investe cada vez mais em tecnologias da indústria 4.0 para reduzir seus custos. Em um de seus centros de distribuição automatizados, a empresa possui mais de dois mil operadores e seis mil robôs. A produtividade deste tipo de centro é cerca de 400% maior que nos centros convencionais.

Por último, temos a utilização de drones em entregas da Pizzaria Domino’s. Apesar de ser um projeto piloto, há grandes expectativas de retorno deste.

3- Novos conceitos de pagamento

Uma das maiores inovações para o varejo mundial e que já está consolidada na China é o pagamento das mercadorias através QR codes que são escaneados com o smartphone. Seja um hambúrguer, uma camiseta ou uma gorjeta para o garçom, tudo é processado sem dinheiro e sem cartões. Visto esta tendência, a Amazon começou a testar um novo conceito de loja. Para entrar na loja, o cliente precisa liberar a catraca através de seu celular. Com o registro de câmeras e sensores, a inteligência artificial da empresa consegue identificar quais os produtos cada cliente selecionou e os cobra assim que estes saem das lojas . Sem necessidade de fila, dinheiro em papel ou cartões. Uma experiência de compra mais intuitiva, rápida e simplificada.

4 – Investimento em inovação 

Em um mercado inserido em um contexto altamente dinâmico e com elevada competição, o foco e investimento em inovação é um dos principais sustentadores do sucesso das empresas de varejo. Como exemplo, temos o Luizalabs outra iniciativa do Magazine Luiza. Através desta “escola de inovação”, são criadas novas formas de se relacionar com os clientes, fornecedores e parceiros. Além disso, as tecnologias promissoras para o setor são estudadas e implementadas.

Visto todo esse prognóstico, podemos observar que há sim, muito espaço para crescimento no setor. A inovação é o pilar central para o desenvolvimento do varejo, com tecnologias que influenciam desde a gestão dos pedidos até o relacionamento com os clientes. Para conhecer quais outros fatores contribuirão para a inovação no varejo nos próximos anos e como aplicá-los, acompanhe nosso blog.