Saiba como a Roche Farma Brasil multiplicou sua capacidade de inovar por meio dos Innovation Champions

A literatura de inovação menciona de várias formas a importância de ter pessoas dentro das grandes empresas que consigam reconhecer as oportunidades de inovação e impulsionar para que ela se realize.

Os chamados Innovation Champions podem ter muitos papéis distintos, mas sempre estão presentes na jornada empreendedora da oportunidade, seja de um novo processo, produto, serviço ou modelo de negócio.

Por que Innovation Champions?

As organizações são hábeis em mitigar riscos e manter as coisas sob controle, toda a teoria clássica da Administração na qual se baseia a maior parte dos processos e gestão da empresa seguem a premissa do controle. 

Por outro lado, a inovação tem em si um risco inerente, uma incerteza que vem do desconhecido. Por isso o processo de inovação é essencialmente empreendedor: demanda habilidades típicas do empreendedor, tais como visão de oportunidades, persistência, liderança, entre outras. Mas a inovação também não pode depender da figura de um herói, então é comum e funcional que várias pessoas no entorno do processo de inovação apoiem de diferentes formas as ações necessárias para romper as barreiras criadas pelas incertezas inerentes.

Além do time de inovação em si, pessoas de várias áreas e níveis hierárquicos precisam saber reconhecer o potencial da oportunidade e como apoiar o processo dentro do contexto e processos da empresa. Essas pessoas refletem a essência do Innovation Champion.

Como funciona um programa de formação de Innovation Champions?

Cada cultura e cada empresa pode encontrar particularidades na formação de uma comunidade de Innovation Champions. Champions podem ser pessoas preparadas para fortalecer a gestão da inovação e a cultura ao mesmo tempo ou, em outros casos, eles são utilizados como facilitadores do processo de inovação, aplicando efetivamente ferramentas de Design Thinking, por exemplo. Também podem compor times de projeto, para ajudar a fazer com que as ideias passem por todas as fases necessárias e amadureçam mais rápido. Esse foi o caso dos Innovation Peers da Roche Farma Brasil.

Todos esses modelos tiveram sucesso dentro do que era a estratégia da empresa, apesar de trilhar diferentes caminhos de atuação.

Como funciona a comunidade dos Innovation Peers da Roche?

A área de inovação da Roche tinha o desafio de apoiar o processo de inovação em toda a empresa, e para escalar o alcance do time de inovação, foi criada uma comunidade de champions que atua diretamente nos processos, sob demanda, enquanto se desenvolve. Isso mesmo, para quem participa, o processo é uma experiência de desenvolvimento profissional e uma forma de atuar em interação com muitas áreas.

Para fazer isso, a área de inovação teve o apoio do RH da empresa para selecionar pessoas que já tinham passado por um programa de formação interno de utilização do Design Thinking voltado à realização de inovação. Essas pessoas foram convidadas a participar da comunidade e se desenvolverem como facilitadores do processo de inovação. A cada uma delas foi atribuída a denominação de Innovation Peer. 

O Innovation Skills Sensor

A Troposlab apoiou no diagnóstico das competências de inovação do grupo, através do Innovation Skills Sensor, um assesment criado para avaliar conhecimentos em inovação, design thinking, habilidades de facilitação, maturidade empreendedora. Com esse instrumento conseguimos indicar em qual nível do processo de inovação cada participante está preparado para atuar. 

A análise do grupo direcionou as ações de desenvolvimento da comunidade, indicando que tipo de experiência era necessária para desenvolver o grupo e quem deveria ser alocado em cada demanda, frente à complexidade do desafio.

A análise individual gera um relatório pessoal, que cada participante acessa para entender o quanto está preparado e o que falta para se desenvolver.

Treinamento em Facilitação

Realizar o processo de inovação é diferente de conduzir o processo. Além de ter conhecimento e experiência em passar por várias fases, o facilitador precisa saber conduzir um grupo de pessoas por ele, e esse é um conjunto diferente de habilidades.

Para ajudar na formação das habilidades de facilitação, os Innovarion Peers tiveram acesso a um treinamento em vídeo sobre o tema, desenvolvido pela Troposlab, e algumas interações para debater desafios da condução de grupos.

Parte 1 O processo de Facilitação em projetos de Inovação – Entendendo a demanda e planejando principais passos do processo
Parte 2 Preparando o Processo
Parte 3 Condução da Facilitação 1: O Facilitador
Parte 4 Condução da Facilitação 2: Manejo do Grupo
Parte 5 Condução da Facilitação 3: Manejo do Processo
Parte 6 O Papel do Facilitador após o processo

Esse conteúdo em vídeo, a cartilha e outros conteúdos de inovação da empresa são disponibilizados dentro de um ambiente digital exclusivo, que também serve de fórum para compartilhar experiências e desafios.

Encontros da comunidade

Uma comunidade de verdade possui um vínculo e uma história que é construída de forma conjunta e em longo prazo. Esse é um processo ainda em desenvolvimento, que se renova com a entrada de novos integrantes.

A Troposlab acompanhou e apoiou os conteúdos e facilitação dos primeiros encontros, para garantir que os elementos certos e que aumentam a probabilidade do grupo se estabelecer com a autonomia e vínculo típico de uma comunidade estivessem presentes. Esses principais elementos foram organizados na tabela abaixo.

Tabela com os elementos direcionadores da comunidade de innovation champions na Roche Brasil

Com apenas 11 integrantes ativos em toda a empresa, os Innovation Peers conduziram dezenas de encontros de diversos times de inovação de diferentes negócios, aumentando a intensidade de apoio à inovação da empresa. A aderência à comunidade é alta e o nível de percepção sobre o desenvolvimento pessoal decorrente dela também.

O que você deve considerar para desenvolver uma comunidade de Innovation Champions?

Organizamos algumas perguntas importantes para que você construa um conceito e forma de atuar fortes para a comunidade.

  • Qual a missão da comunidade?
  • Qual o objetivo/ resultado esperado?
  • O que vai gerar vínculos entre os participantes?
  • Que valor a comunidade pode ter para o participante? 
  • O valor gerado ao participante é proporcional ao esforço demandado dele?
  • Que conhecimentos ele precisa ter para atuar?
  • Que ferramentas ele precisa ter para atuar?
  • Qual o perfil de habilidades necessárias deste time?

Existem vários desafios comportamentais para criar uma comunidade de sucesso e formá-la para apoiar o processo de inovação, a Troposlab pode te ajudar de várias formas, especialmente encontrando o modelo adequado à sua cultura. Preencha o formulário para saber mais sobre o nosso trabalho.

Por |2021-08-18T10:39:56-03:0005/08/2021|Case|

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Sou psicóloga e mestre em Administração. Trabalho com inovação desde 2005 e nesse caminho me formei também com o Steve Blank, Marc Stickdorn e Jurguen Appelo. Conhecendo inovação, comportamento, novas formas de gestão e design, repenso a gestão da inovação nas grandes empresas, com enfoque nas pessoas e ambiente, indo além de processos e ferramentas. Sou idealista, mãe, amante da boa música e da arte. Nas horas livres você pode me ver correndo por aí, viajando ou brincando feroz com balões de água.
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