Você já observou o quanto o tema inovação tem se tornado cada vez mais presente no nosso dia a dia? Desde os noticiários sobre economia até as mesas de bar, perceber a inovação – e falar sobre ela – tem sido inevitável. Diferentes casos de inovação e aplicações de tecnologia saltam aos nossos olhos diariamente, alterando nossas rotinas e a forma como lidamos com elas. Alteram também as rotinas e as estratégias das empresas, que se vêem numa busca constante por se manterem atualizadas e conectadas com seu mercado.

Essa disseminação da inovação e a viralização de diversas tecnologias são dois artefatos importantes que nos fazem perceber o quanto evoluímos enquanto sociedade, ou numa linguagem mais comum ao universo das startups, o quanto evoluímos enquanto ecossistema de inovação.  Os nossos anos de experiência atuando com aceleração de empresas nos permitem afirmar que essa evolução é bastante significativa, como falamos há pouco, mas também nos leva a acreditar que temos um jornada de amadurecimento pela frente.

Neste contexto, novas iniciativas surgem a cada momento, ora estimulando a criação de startups, ora apoiando o desenvolvimento delas. Ora contribuindo para o desenvolvimento do ecossistema, ora fomentando novos investimentos. E assim, passo a passo, percebemos os diferentes atores deste mercado (governos, grandes empresas, startups, universidade etc) se comportando de forma mais madura e segura, interagindo entre si, respeitando seus limites e sendo coerentes com sua missão na promoção da inovação.

Entre as diversas iniciativas, o que não nos faltam são casos de programas de aceleração de empresas. Só aqui na Tropos já fizemos 50, e esse número não para de crescer. Vemos alguns financiados pela iniciativa pública, outros pela iniciativa privada, e por mais que sejam batizados sob o mesmo nome, eles são muito distintos entre si. Ainda que, ao final, o que se espera é que o negócio se desenvolva em ritmo mais acelerado do que o convencional, na prática, os programas de aceleração de empresas tem especificidades que precisam ser respeitadas no seu escopo e no decorrer das atividades. 

Tantas ações como essa acontecendo e, com frequência, ouvimos das pessoas: e agora, o que a gente faz? É uma pergunta que demonstra o quanto ainda temos que amadurecer. Algumas organizações ainda não perceberam que os programas de aceleração de empresas não podem ser um fim em si mesmos. É preciso compreender a complexidade deles e destinar um esforço para a perenidade dos seus resultados. Então o que podemos fazer para continuar colhendo frutos de um programa mesmo depois que ele termina?

1 – Viralize os resultados internamente

Nos diversos programas de aceleração de empresas que executamos percebemos o quanto eles são pouco difundidos dentro delas. Algumas vezes, apenas a área de inovação tem contato com as startups e nem todo mundo fica sabendo dos resultados das ações. Isso pode dificultar a continuidade do programa enquanto estratégia, ou seja, dificultar a realização de novas rodadas, e pode também ser um obstáculo para ações futuras com as startups.

No entanto, se o desenvolvimento do programa bem como de seus resultados forem bem comunicados internamente, a continuidade da relação com as startups e a execução de novos programas pode acontecer de forma mais natural, chegando até a ser desejada.

2 – Tenha um programa de alumni

Entendemos que o programa de aceleração beneficia não apenas as startups, mas também gera benefícios estendidos às diversas áreas da empresa, sendo desde um estímulo à transformação cultural até um parceiro de negócios, realizando negócios conjuntos. Estes benefícios podem continuar existindo se houver um programa que mantenha a relação da empresa com as startups aceleradas.

É importante ressaltar que o programa de alumni merece o mesmo cuidado e atenção que foram dados ao programa de aceleração mas, normalmente, num formato diferente, visto que nesse estágio a relação de confiança já foi estabelecida e agora precisa ser mantida. 

3 – Acompanhe os projetos pilotos 

Cada vez mais programas de aceleração resultam em projetos pilotos. Boa parte deles não são executados durante o programa, considerando que, normalmente, não há tempo suficiente para tal. Então uma boa forma de manter os resultados da aceleração perenes é ter os projetos pilotos no radar, acompanhando sua execução e seus resultados.

Ter isso como prática ajuda inclusive no amadurecimento da organização a respeito de sua própria estratégia, podendo alterar algumas de suas práticas ao perceber o andamento dos projetos realizados com as startups.

4 – Conecte a startup aos times internos

Quando bem construída, a relação de confiança e gratidão entre startup e a empresa realizadora continua mesmo após o término do programa de aceleração. Isso facilita novos encontros – e talvez até novos negócios – entre as partes.

Conectar a startup com alguma área demandante da solução ou até mesmo com times que estão buscando novos formatos de trabalho é uma alternativa para manter a relação viva e os benefícios dela percebidos por mais tempo em toda a organização, não apenas com a área de inovação.

5 – Invista

O programa de aceleração é uma ótima oportunidade para conhecer mais profundamente a startup (sua solução e sua capacidade de execução) e ter mais condições de avaliar a aderência entre startup e a empresa realizadora do programa.

Caso haja uma forte aderência entre os objetivos de ambas as partes, investir é uma alternativa de manter os benefícios e ainda potencializar o surgimento de maiores e melhores resultados. Claro que a decisão pelo investimento precisa ser bem embasada, mas não podemos negar que ele consiste numa alternativa de longevidade dos resultados.

Se existem outras formas de dar continuidade aos resultados do programa de aceleração mesmo depois que ele termina? Com certeza, existem. A intenção aqui não era esgotar a discussão, mas apresentar algumas possibilidades.

Por fim, gostaria de ressaltar dois pontos que julgo importantes na decisão de um programa de aceleração: o primeiro, é que ele seja alinhado à estratégia corporativa. O segundo é que ele seja altamente aderente aos objetivos de sua existência, afinal, programa de aceleração não é tudo igual!

Se você quer saber mais dos nossos programas de aceleração de empresas e de como podemos te ajudar nessa empreitada pela inovação, fale conosco.